Sobre la posibilidad de resarcimiento del pago de la obligación alimentaria por parte del gestor de negocios del progenitor incumplido
Resumen
La Constitución Federal brasileña de 1988 consolidó el principio de la dignidad de la persona humana como eje orientador de las interacciones. Elevó a nivel de fundamento constitucional a la familia como base de la sociedad, ya que, al ser el primer núcleo social en el que se inserta el individuo, es en la familia donde se concreta por primera, o una de las primeras veces, el principio de solidaridad. Frente al principio de igualdad, la responsabilidad recae sobre ambos progenitores en relación con todos los hijos, sean biológicos o no. No es raro que uno de los progenitores se omita en su responsabilidad, lo que termina sobrecargando al otro e incluso a otros parientes, con el peso material del sustento y desarrollo de la prole. En consecuencia, aquel que, con el fin de no dejar a los alimentarios en una situación de penuria o calamidad, asume la obligación alimentaria aun sin autorización expresa del deudor, termina actuando involuntariamente como una especie de gestor de negocios en relación con este último. En este contexto, el presente trabajo tiene como objetivo discutir la configuración de la gestión de negocios en el ámbito de la obligación alimentaria, así como la posibilidad de que dicho gestor sea resarcido por el ejercicio de tal negocio jurídico. Se adoptó el método deductivo, abordándose inicialmente la relación entre el principio constitucional de solidarida y la obligación alimentaria, pasando por la cuestión del incumplimiento del deudor alimentario, para finalmente discutir la figura y los derechos del gestor de negocios en el contexto alimentario y la posibilidad de su correspondiente resarcimiento.
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